Livros

‘A Sombra do Vento’, Carlos Ruiz Zafon

A Sombra do Vento é um livro que nos agarra desde a primeira página e nos mantém absortos numa história cheia de segredos, amor e livros. A história cativou-me por completo, ao ponto de não querer passar para outro livro. É um romance com mente, emoções e alma; uma história dentro de uma história, em que o leitor se torna actor. A escrita é impecável e é muito fácil de as personagens nos cativarem. « É uma história de livros. De livros malditos, do homem que os escreveu, de uma personagem que se escapou das páginas de um romance para o queimar, de uma traição e de uma amizade perdida. É uma história de amor, de ódio e dos sonhos que vivem na sombra do vento.”

Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.

Cada livro que vês aqui foi o melhor amigo de alguém. Agora só nos tem a nós.

O sonho e a fadiga batiam à minha porta, mas resisti a render-me. Não queria perder o feitiço da história nem dizer adeus ainda às suas personagens.

Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração.

Uma das armadilhas da infância é que não é preciso compreender para sentir. Na altura em que a razão é capaz de compreender o sucedido, as feridas no coração já são demasiado profundas.

A televisão é o Anticristo, e digo-lhe que bastarão três ou quatro gerações para que as pessoas não saibam nem dar peidos por sua conta e o ser humano regresse às cavernas, à barbárie medieval e a estados de imbecilidade que a lesma já ultrapassou lá para o pleistoceno. Este mundo não morrerá de uma bomba atómica, como dizem os jornais, morrerá de riso, de banalidade, fazendo uma piada de tudo, e aliás uma piada sem graça.

As pessoas para abrir o bico estão sempre prontas. O homem não vem do macaco, vem da galinha.

O homem aquece como uma lâmpada: ao rubro num ápice e frio outra vez num ai. A fêmea, porém, aquece como um ferro de engomar. Pouco a pouco, a fogo lento. Mas lá quando aquece, não há quem pare aquilo.

Falava disso como se não lhe importasse, como se fizesse parte de um passado que tinha deixado para trás, mas essas coisas nunca se esquecem. As palavras com que se envenena o coração de um filho, por mesquinhez ou por ignorância, ficam enquistadas na memória e mais tarde ou mais cedo queimam-lhe a alma.

No momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixamos de gostar dessa pessoa para sempre.

A maneira mais eficaz de tornar os pobres inofensivos é ensiná-los a quererem imitar os ricos. É esse o veneno com que o capitalismo cega.

Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.

Vi-me então a mim mesmo através dos seus olhos; apenas um rapaz transparente que tinha conquistado o mundo numa hora e que ainda não sabia que o podia perder num minuto.

Quem ama de verdade ama em silêncio, com actos e nunca com palavras.

Conserva os teus sonhos. Nunca se sabe quando irás precisar deles.

Falar é de ignorantes; calar é de cobardes; ouvir é de sábios.

A espera é o óxido da alma.

Não há segundas oportunidades, excepto para o remorso.

Só se ama verdadeiramente uma vez na vida, mesmo que não nos apercebamos.

A maioria de nós temos a felicidade ou a desgraça de ver a vida desmoronar-se pouco a pouco, quase sem que demos por isso.

De tanto recear, esqueci-me de que me fazia velha, que a vida me passava ao lado.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s